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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os 10 mandamentos do Casal

Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou “Os Dez Mandamentos do Casal”. Eles trazem muita sabedoria para a vida e a felicidade dos casais. Afinal, é
mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios.
Adaptação: Prof. Felipe Aquino (reprodução do blog de casamento)


Foto: Reprodução / Internet

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo
A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos, diante da situação conflitante.  É preciso convencermo-nos de que, na explosão, nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer.
2. Nunca gritar um com o outro
A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença”, para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”, de luta inglória. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o Sol. Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o Sol da alegria no lar.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. É necessário que haja uma conversa construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça a Deus que prepare o coração de seu cônjuge para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
A pessoa é sempre maior que seus erros e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão. Nestas horas, o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta e tudo de mau pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, “primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros”.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois, tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
“Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26b) Se isso não acontecer, no dia seguinte, o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira, que já usou no dia anterior, para ferver o leite sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com dedicação e, principalmente, com amor. A atitude da avestruz (a da fuga) é a pior que existe. Deve-se buscar a solução com paz e perseverança.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem-estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: “eu te amo”, “você é muito importante para mim”, “sem você eu não teria conseguido vencer este problema”, “a tua presença é importante para mim”; “tuas palavras me ajudam a viver”… Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.
9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!
10. Quando um não quer, dois não brigam
É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não pôr lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso ou por uma palavra amiga.


Por: Thalyta Almeida
                                                                         
  

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Karen e Cadu - Um namoro e suas consequências

Foto: Reprodução  / Internet
Todos os dias milhares de jovens solteiros saem às ruas em busca de uma "cara-metade". Muitos desses jovens acham que encontrarão seu príncipes e princesas em baladas, barezinhos, raves entre outros agitos que rolam na cidade. Uma coisa é fato, ter um relacionamento quando se é cristão é um desafio para qualquer pessoa. Algumas estatísticas comprovam que no mundo existem mais de uma mulher para cada homem e na igreja esse número triplica. Quando observamos um grupo de mocidade 50 são mulheres e 20 são homens, que proporção desequilibrada hein? Por esse motivo muitas meninas  tem buscado parceiros no mundo e isso tem causado consequências graves no cenário espiritual. Mas esperem não me intendam mal. Não quero dizer que uma garota da igreja não possa namorar com um garoto do mundo, afinal, toda regra há execessão, porém, uma coisa é certa : Se ela não levar ele pra luz, ele a leva para as trevas. Estive pensando recentemente sobre alguns casos que já escutei e agora vou explicar porque na maioria deles (não em todos) não dá certo essa mistura. Apresento a vocês uma casal que se enquadra em nosso discurso.
Karen 21 anos, era líder de jovens em sua igreja. Uma menina bonita, inteligente e principalmente compromissada com a palavra de DEUS. Ela era do tipo garota para casar, mas começou a sentir falta de uma companheiro, ou seja, um namorado. Ela começou orar e pedir pra DEUS esse tão sonhado garoto. Até aí tudo bem, porém após algum tempo o coração de Karen começou ficar ansioso e impaciente. E é nessa parte da história que entrou Carlos Eduardo, mais conhecido como Cadu. Vamos conhecer um pouqinho mais sobre esse misterioso rapaz.
Cadu 27 anos, era estudante de Direito e dividia sua vida entre amigos, festas e mulher. Com um perfil que agradava a maioria, ele tinha aos seus pés as mulheres mais desejadas, e com isso se sentia "o cara". Certa vez convidado por um amigo ele fez uma visita na igreja de Karen. Ao entrar levantou suspiros na metade das jovens que ocupavam o lado direito do templo. Foi passando como um "tsuname" arrastando olhares de todas. Mas o olhar dele ia em direção apenas a uma garota. Ela mesmo, Karen.
Após o culto um amigo apresentou os dois e ele convidou a moça para sair. No primeiro encontro ela não resistiu ao charme do bonitão e cedeu aos seus encantos. O beijo que seria um acontecimento para um encontro mais adiante surgiu ali mesmo.
Um mês se passou e os dois estavam no auge da paixão. Cadu acompanhava Karen aos cultos e por um bom tempo fingiu ser o cara que ela procurava até que um dia com todo amor e carinho ele disse:
-Karen, hoje vai rolar a festa de um amigo e queria que você fosse comigo.
E Karen respondeu:
-Meu amor hoje é dia de culto. Esqueceu que sou líder dos jovens?
Não satisfeito Cadu insistiu:
-Um dia só não vai fazer diferença. Eu vou todos os domingos com você na igreja e quando te chamo pra sair comigo você rejeita? Por favor meu amor.
Ahhh! Esse "por favor meu amor"  entrou como uma flecha no coração da moça que acabou aceitando o convite.
Esse foi o primeiro domingo dos seis meses que Karen ficou afastada da igreja. Entregou a liderança da juventude e achava que tinha que curtir a vida. Ela tinha um grande amor, um cara bonito, amável, inteligente então quis aproveitar a vida ao lado dele. A pureza daquela menina acabou em questão de meses. Ela passou a dormir na casa dele e começou a achar que a virgindade era uma besteira. Dificílmente quem a conhecia acreditava no que estava acontecendo. Ela estava transformada.
No oitavo mês de namoro, Cadu se vira pra ela e diz:
-Karen cansei, acho melhor a gente acabar por aqui.
O mundo dela desabou. Como assim eu me entreguei a esse homem, fiz planos ao lado dele e ele quer terminar?
- Cadu, e os nossos planos sobre casamento. Você me afastou da igreja, me fez entregar a liderança da minha rede de jovens. Me entreguei a você de corpo e alma e você quer terminar?
-Em primeiro lugar você saiu da igreja porque quis. Não te obriguei a fazer nada então estou de consciência tranquila. Acabou.
Naquele momento ela sabia que não poderia apagar o que tinha feito. Decepcionou seus amigos, sua família e principalmente o coração de DEUS. Após um bom tempo ela decidiu retornar a casa do Senhor, mas sabia que nada seria como antes. Em um dia de culto ela se derramou e pediu perdão por tudo o que tinha feito. Deus perdoou, mas as consequências foram inevitáveis. Felipe foi o fruto desse namoro que mudou a trajetória de Karen. Mãe solteira aos 23 anos, ela entendeu que os planos de Deus para a vida dela eram outros, mas sua falta de paciência fez um novo trajeto em sua caminhada.
Assim somos nós. Precisamos esperar no tempo de DEUS. Eu sei que é difícil resistir as tentações do mundo mas seja firme e espere que no momento certo o seu pedido será realizado. Nunca brinque com o pecado achando que você é forte e que nada pode te corromper, apesar de sermos cristãos estamos na pele de um ser-humano de carne e osso e muitas vezes os nossos desejos falam mais alto que o nosso espírito. Lembre-se o inimigo não está brincando com você!


Por: Thalyta Almeida